Joomla! Volunteers Portal

Sair do movimento de reorganização da comunidade Joomla brasileira foi uma decisão difícil, porque a verdade é que eu não queria sair. Mas neste momento, infelizmente, faço uma escolha racional, optando por ter paz - e mais tempo livre para a minha família.

No entanto, eu não poderia simplesmente sair sem explicar os motivos. Eu motivei muita gente nessa trajetória de dois anos, o que acaba me dando um sentimento de responsabilidade, como explicaria o Pequeno Príncipe. Então sim, eu devo explicações, especialmente a quem confiou em mim e me apoiou nesse tempo todo.

 

Isso não quer dizer que estou deixando o Joomla! ou a JUG Joomla Calango. Apenas desisti de participar do movimento que tentava unir esforços para que as comunidades locais trabalhassem de forma mais organizada, nos tornando mais fortes, potencializando resultados e ajudando-nos uns aos outros.

Por quê?

  • Não temos maturidade enquanto grupo para isso, nem legitimidade.
  • Algumas pessoas não estão alinhadas com a estratégia do Projeto Joomla!
  • Algumas pessoas não sabem trabalhar em equipe e fazem o que bem entendem, independente da opinião dos demais.
  • Algumas pessoas gostam de semear discórdia, fazem mimimis públicos, questionam decisões tomadas pelo grupo (mesmo que tenha feito parte da decisão, só porque foram voto vencido), desqualificam publicamente outros membros da comunidade, postam assuntos distorcendo informações - ou seja, manipulam a opinião das pessoas a seu favor.

A questão é que esse tipo de gente está minando a comunidade. E mesmo após as coisas serem esclarecidas, novamente postam a mesma informação distorcida em outro fórum. Porque o objetivo não é construir, mas DESTRUIR.

O que motiva essas pessoas a isso? A mim parece muito claro, mas não é objetivo deste artigo entrar nesse mérito. Se quiser saber mais sobre o que eu penso, você pode ler em Você trabalha para você, não para o Joomla!   

É difícil reconhecer que venho sofrendo assédio moral por quase dois anos. Parece fraqueza. Também difícil perceber agora que, por várias vezes, pessoas que considero amigas e que admiro aproveitaram-se desse movimento para me desqualificar quando tínhamos posições contrárias a respeito de alguma ideia.    

 

Assédio Moral

Para quem não sabe, assédio moral acontece quando existem atos intencionais repetitivos que visam ofender, menosprezar, rebaixar uma pessoa. É uma violência moral, que causa dor, tristeza e sofrimento. Acontece desde a escola - o famoso bullying. 

Está diante de uma situação de assédio moral no grupo em que pertence e está confuso sobre quem é o assediado e quem é o assediador? É só observar o perfil de cada um: 

 

Perfil do assediado:

De acordo com pesquisadores, as vítimas são pessoas com um senso de responsabilidade quase patológico, são ingênuas (acreditam nos outros e naquilo que fazem), são, geralmente, pessoas bem educadas e com valiosas qualidades profissionais e morais. De um modo geral, a vítima é escolhida por ter algo mais. E é esse algo mais que o perverso pretende roubar. Seduzido e fascinado pelo perverso, o grupo não acredita na inocência da vítima e acredita que ela tenha consentido e seja cúmplice da própria agressão.

 

Perfil do assediador:

Segundo psicólogos e psiquiatras especializados no problema, o praticante de assédio moral tem personalidade narcisista, com as seguintes características: 1) fantasias de sucesso ilimitado e de poder; 2) acredita ser especial e singular; 3) tem excessiva necessidade de ser admirado; 4) pensa que tudo lhe é devido; 5) explora o outro nas relações interpessoais; 6) inveja muitas vezes os outros e tem atitudes e comportamentos arrogantes.

 

Os fatos

Em todo este tempo em que sofri agressões, orgulho-me de em momento algum ter usado o ataque como defesa. Por isso, a maior parte dos fatos ficou em grupos fechados. Aliás, a maior parte das vezes esses ataques se deram pelas minhas costas, sem nem possibilidade de defesa: por exemplo, postar que eu estava mentindo e mal intencionada num grupo em que eu não tenho acesso - sim, a covardia é uma das características do assediador moral.

Eu me dei ao trabalho de organizar todas as provas documentais - trechos de emails e posts em redes sociais - que provam o assédio. Se eu poderia processar a pessoa? Mais de uma pessoa, por sinal. Contra fatos, não há argumentos. Mas se meu objetivo é ter paz, para que um processo judicial? Felizmente, não preciso de dinheiro. 

Também organizei todas as provas de tudo o que escrevi no email que enviei para o grupo das JUGs brasileiras, em que eu explicava porque estava desistindo. São vários trechos de emails desde 2012, que mostram como uma única pessoa segue desrespeitando as ideias de um grupo, fazendo apenas o que acredita que está certo independente do que os demais digam.

É interessante como na própria forma de redigir as mensagens fica claro quem está argumentando sobre fatos e quem está fazendo ataques pessoais para tentar desqualificar quem argumenta. 

 

Comunidade

Se esse post expõe a comunidade Joomla!? Não creio, porque eu não fui assediada por uma comunidade, mas sim por algumas [poucas] pessoas dentro dela. E o assédio moral, infelizmente, acontece em todas as comunidades, instituições, organizações. O que difere uma das outras é como elas se posicionam frente a ele. Como elas punem o agressor e protegem a vítima. Quanto a isso, não tenho o que reclamar, pois a liderança do Joomla! sempre foi solidária. Algumas pessoas da comunidade também.  <3

Quero em público agradecer especialmente ao Emerson (JUG RS) e Ariadne (JUG RJ) que nunca me deixaram sozinha. Obrigada pela paciência de vocês em tentar (mil vezes) abrir os meus olhos, enquanto eu não via má intenção no comportamento de ninguém. Desculpem se sou ingênua (e teimosa).

Para concluir, apenas um lembrete: em situações de assédio e violência moral, quem não faz nada é cúmplice.

 

Fontes:

 

 

Joomla! is a trademark of Open Source Matters. This site is not affiliated with or endorsed by the Joomla! Project or its trademark owners.